A NRF é o maior evento de varejo do mundo. E durante a semana, uma série de agendas paralelas acontece dentro das comitivas, envolvendo visitas técnicas nas principais flagships (lojas conceito) de Nova York.
A jornada de visitas técnicas 2026 trouxe um conjunto de aprendizados bem objetivos, que podem (e devem) ser colocados em prática no varejo brasileiro.
Neste artigo, reunimos os aprendizados mais aplicáveis que a ALFA captou nas visitas em Nova York ao longo da jornada NRF 2026, da 5ª Avenida ao outlet. Boa leitura!
A loja deixou de ser vitrine e virou ambiente de relacionamento
Hoje, as lojas físicas se tornaram um espaço de permanência, não de pressa. Foi isso que observamos na Apple 5ª Avenida.
Na unidade, os vendedores atuam como especialistas (deixando de lado a visão de um simples operador de caixa) e a tecnologia aparece do jeito certo: presente, mas discreta, apoiando atendimento e decisão.
Se a loja só mostra produto, o cliente resolve rápido e vai embora. Agora, se a loja acolhe e resolve, o cliente fica mais tempo e compra com mais confiança.
Varejo é sobre experiência, no luxo ou fora dele
Varejo não é (ou não deveria ser) apenas sobre volume. A Louis Vuitton mostra isso na prática com posicionamento, controle da experiência e valor percebido. Na loja, nada é aleatório.
Já a Tiffany trabalha através de outra perspectiva: menos status imediato e mais significado. A compra vira uma espécie de ritual, com tempo, contemplação e atendimento preparado, com pouca fala comercial e muita escuta.
Em ambas as lojas, o valor é percebido antes da etiqueta, com atendimento de qualidade, ritmo definido e muita tecnologia por trás.
Atendimento continua sendo o maior multiplicador de resultado
O atendimento foi um ponto de destaque em todas as visitas feitas na jornada NRF em Nova York. Do varejo de luxo às lojas mais comuns.
Na Apple, o atendimento aparece como especialista e consultivo. Já na Tiffany, o foco é no preparo e escuta. Na Coach, por sua vez, vimos um modelo menos rígido, com conversas mais fluidas.
A lição que fica é: seu varejo está preparado para orientar ou só para vender por vender?
Tecnologia boa é a que o cliente quase não percebe
Produto/solução complexa precisa ser vista apenas na operação, não na frente de loja. Foi essa a lição trazida na visita ao Meta Lab.
Na loja, a tecnologia serve como um meio de oferecer experiências ao cliente, onde ele possa experimentar e testar.
Assim, a conversa deixa de ser um convencimento de venda e passa a ser um processo de escolha do cliente.
Marcas digital-first provaram que a loja física tem o papel de confirmar decisões
A visita à SKIMS trouxe um exemplo claro de marca construída no digital e levada para o físico com uma meta definida: o cliente já chega informado e a loja entra para confirmar e converter, com comunicação direta e experiência prática.
Esse novo papel da loja física é especialmente útil para o varejista que busca abrir mão de um discurso longo de vendas e focar em reduzir dúvidas e facilitar a decisão do consumidor.

Quando a loja vira destino, a conversão acontece como consequência
A loja física ganha um papel mais complexo a cada ano. Foi isso que observamos na FAO Schwarz, uma loja que não vende apenas brinquedos — vende memória, diversão e presença.
A FAO Schwarz foi pensada para participação (tocar, brincar, ficar). Logo, a compra do produto vira consequência. Em um cenário onde tudo pode ser comprado online, a loja física precisa justificar a visita.
Flagships repensam o conceito de apresentação e conexão
Durante as visitas técnicas em Nova York, foi possível notar um padrão: flagships que repensam apresentação de produto e conexão com consumidor.
Na Wilson, roupas e acessórios esportivos podem ser testados na prática, em uma quadra localizada dentro da loja.
Já na Banana Republic, o destaque fica por conta do design sensorial e serviços agregados. E na Golden Goose, personalização extrema reforça a identidade.
Os outlets são sobre execução, giro e clareza
Além das visitas às principais lojas conceito de Manhattan, nossa equipe também fez um Study Tour pelo Woodbury Common Premium Outlets.
Se o luxo mostra que volume não deveria ser a prioridade do varejo, os outlets trazem um contraponto com a missão de converter rápido, girar estoque e manter margens saudáveis.
Confira algumas lições aprendidas por lá:
GAP
A GAP no outlet é um exemplo claro de varejo orientado a giro — tudo é sobre escala, preço e clareza de oferta.
O layout da loja facilita a leitura rápida do produto e as promoções são comunicadas com clareza, possibilitando que o cliente entenda em segundos se vale a pena comprar.
Aprendizados-chave:
- Preço precisa ser fácil de entender
- Prateleiras bem organizadas aceleram o processo de decisão
- Outlet não comporta complexidade
- Clareza vende mais que excesso
- Giro começa no layout
Balenciaga
A Balenciaga mostra um ponto delicado: marca de luxo em outlet exige controle extremo.
Por isso, a loja mantém um volume de produtos reduzido, limita a exposição e mantém a narrativa da marca. O desconto existe, mas o acesso continua controlado.
Aprendizados-chave:
- Outlet também precisa de curadoria
- Exclusividade se protege
- Luxo também escolhe onde vender
- Curadoria protege valor
A curadoria transforma loja em uma plataforma de marca
Curadoria por lifestyle, mistura intencional de marcas consolidadas e designers emergentes, integração com gastronomia e cultura, espaço pensado para circulação e permanência e uma experiência de compra fluida.
Tudo isso faz parte da Printemps NY, uma loja de departamento moderna. Durante a visita, o posicionamento fica claro: em Nova York, a Printemps não compete por preço, compete por relevância, desejo e tempo do cliente.
IA só vira resultado quando o processo está conectado
No Study Tour no escritório da SAP em Hudson Yards, foram reforçados aprendizados vistos em todas as lojas: a tecnologia e a IA atuam em processos críticos do varejo, reduzindo esforço humano e acelerando decisão.
A IA pode funcionar como agente de CX (Customer Experience) integrado aos sistemas da empresa, entendendo histórico de pedidos, estoque, entregas, trocas e comportamento do cliente em tempo real.
Também é possível vê-la atuando como agente de compras, analisando histórico de fornecedores, preços, prazos, volumes e contratos, sugerindo negociações, simulando cenários e apoiando o comprador com base em dados reais.

Coloque o conteúdo da NRF em prática com a SAP e a ALFA!
A jornada NRF 2026 e as visitas técnicas deixaram um aprendizado para o varejo: o setor vem mudando de forma cada vez mais rápida, e quem não o acompanhar, vai ficar para trás!
Na ALFA, acompanhar as mudanças do varejo é uma prática diária. Há 23 anos no mercado e há 9 como parceira SAP, a ALFA é referência nacional em ERP para o varejo, com mais de 500 projetos, 38 prêmios e 95% de satisfação no suporte.
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